Daqui pra frente eu não sei
Viver cada dia um dia sem abandonar os planos;
Dar os passos que for preciso e tirar a areia dos sapatos, sempre que sentir;
Revisar os mapas, reavaliar conceitos e mesmo sem se sentir pronto, prosseguir.
Cada pegada um rastro que só mesmo o tempo vai apagando quanto for marcante o solo que pisei
-Tomara o caminho do meu rastro não fique marcado tanto tempo que não dê pra, reescrevendo, causar uma outra impressão mais próxima da que busquei.
Das feridas curadas com saliva vou lembrar; de algo sobrenatural que foram trazem sempre esperança boa, intensa, de viver momentos de concreta materialização da fé
Porem, das outras feridas que quero esquecer, aquelas que o tempo não levou, que encerram-me andar caído, de vaidade baixa, maltratada, altiva, destas feridas quero fugir; qualquer espaço em branco na mente é abrigo – eu te suprimo – insisto e te coloco ali e apenas na turbulência, na crise, quando o sacudir agride, recebo denovo o peso e a dor dessa ferida que suprimi!
Quero um remédio branco de cegar os olhos
Pra saciar a intenção felina
Quero a luz que me esvazia e enche
Daqui pra frente quero sorrir!
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